Laís Vieira Viajante
"Minha infância foi bem complicada no que se refere ao acesso a livros e materiais impressos. Estudei o ciclo I numa escola rural multisseriada onde a cartilha "Caminho Suave" era o material mais importante ao qual tínhamos acesso. Infelizmente seus textos não traziam um gênero interessante mas... como minha mãe era faxineira na casa da minha professora, que morava na cidade, eu a acompanhava e, lá me deliciava com a quantidade de livros infantis e gibis que havia no local. Aprendi a gostar de ler e estimular as outras pessoas. Hoje levo todo tipo de material impresso para meus alunos pois, se quisermos realmente estimular a prática da leitura temos que disponibilizar materiais interessantes e mostrar como podemos viajar para um mundo de possibilidades a partir do conhecimento."
Selma Feba Tesini
"Eu já não me recordo qual foi o primeiro livro que eu li. O livro que eu guardei como sendo o primeiro foi: "A viuvinha e Os cinco minutos" (José de Alencar) por indicação (aconselhando que eu deveria começar a ler livros) do meu pai provavelmente em 1986 (6ª série), mas eu devo ter lido algum outro livro antes ("A abelhinha feliz", ...).
Estou com dificuldades para recordar as emoções (sentimentos) da(s) primeira(s) leitura de livro(s).
"A viuvinha" é a estória de um rapaz que simula a própria morte, deixando a sua esposa viúva, para "enriquecer" e saldar as suas dívidas. Já "Os cinco minutos" eu não tenho recordações.
Na época esta leitura foi agradável e não apresentou-se como algo difícil, tornando-se para mim uma felicidade conseguir ler um livro rapidamente. Mas não me tornei um ávido leitor de livros neste momento.
No colegial (1989 e 1990) eu li "Invasão cultural norte-americana", "Revolução cubana", "Revolução mexicana", "Os direitos do Homem (Thomas Payne)", ...
"Os direitos do homem", embora cansativo, eu adorei pela explicação sobre o processo de construção histórica na França dos direitos inalienáveis do homem, e como as idéias relacionadas a estes direitos trafegaram entre Inglaterra, U.S.A. e França no tempo da Revolução Francesa.
No período de 1991 a 1992, eu li alguns livros de literatura para o vestibular: "Amor de Perdição", "Viagens pela minha Terra", "Vidas Secas", e mais alguns. (Não lembro!)
O livro "Viagens pela minha Terra" a parte inicial é um desafio de esforço, um esforço para continuar lendo toda uma descrição cansativa; mas em um determinado momento a leitura fica mais agradável. Recordo-me de ocorre uma descrição dos campo (com suas árvores, ...) durante uma viagem e uma descrição de acontecimentos de uma guerra que ocorrera em período histórico anterior. Agora o motivo da viagem eu não consigo lembrar."
Sérgio Akio Ara Bueno
Existem leituras que nos envolvem de forma impressionante, como o livro "Operação Cavalo de Tróia" (J. J. Benítez; obra de ficção). A narrativa descritiva é muito detalhista. Os costumes da época são detalhados de forma a criar um ambiente envolvente na leitura.
ResponderExcluirUm livro que li recentemente e que gostei muito foi: "Cem anos de solidão" (1967) escrito por Gabriel Garcia Márquez. Quando eu iniciei a leitura do livro imaginei que poderia aprender um pouco sobre a América Latina (ou Colômbia ou Venezuela ...) com relação a suas guerras de independência ou com relação a luta contra a opressão. Mas o livro é um romance de ficção, que se torna muito divertido. "O coronel Aureliano Buendía promoveu 32 revoluções armadas e perdeu todas." A releitura é obrigatória. Eu tentei fazer uma árvore genealógica da família Buendía, mas eu me perdi diante de tantos personagens e da narrativa fantasiosa. O autor soube entrelaçar detalhes como o isolamento geográfico latino-americano e o distanciamento dos centros culturais (Europa e EUA) com a ficção dos personagens. Tornou a narrativa do esforço da personagem Úrsula Iguarán em manter a família unida e a casa sempre aberta para receber seus filhos e netos, uma vívida demonstração de amor materno.
ResponderExcluirSergio Akio Ara Bueno
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